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Jan 22

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Google quer carros sem condutor no mercado já em 2020

O Google é conhecido por ter um ritmo de desenvolvimento acelerado, e quer aplicar isso também no seu projecto dos carros autónomos, desejando que os carros autónomos estejam disponíveis no mercado já em 2020.

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Para já, o Google tem-se aproximado dos actuais gigantes da indústria automóvel (GM, Ford, Toyota, VW, Daimler, etc.) e fazendo parcerias com os fornecedores de componentes, enquanto vai adiantando a produção de uma frota dos seus automóveis para testes mais alargados.

Enquanto a maioria dos fabricantes têm sido mais cautelosa, apontando para uma evolução progressiva e gradual, de sistemas de assistência ao condutor, antes de apostarem na condução totalmente autónoma, o Google não se deixa demover da sua intenção de revolucionar o mundo. Por agora ainda se vai considerando a hipótese destes carros serem comprados pelos consumidores… mas isso não passará de uma ilusão assim que o mercado tomar consciência das mudanças que os veículos autónomos permitem.

Quantos já terão parado por alguns segundos para pensar no absurdo que é gastar dezenas de milhar de euros num veículo, que depois é usado durante 1 ou 2h por dia (ou nem tanto) e passa 99% estacionado à porta de casa e do trabalho? Pior ainda é quanto grande parte desse tempo é passado estupidamente em filas de trânsito.

Uma frota de veículos autónomos a fazerem serviço público evitariam ambos os problemas. Assim que se definisse o destino e a hora a que lá deveríamos estar, o sistema de planeamento saberia a que horas teria que enviar um carro para nos ir buscar (tal como o Google Now actualmente nos alerta para nos pormos em marcha para chegarmos aos nossos eventos marcados). Deixando-nos no destino, o carro seguiria automaticamente para fazer o mesmo com outras pessoas – e só isso teria um impacto inimaginável nas nossas cidades: fazendo desaparecer a selvajaria de automóveis estacionados por todo o lado; e também os desertos de asfalto que rodeiam as grandes superfícies e locais de grande afluência, actualmente reservados para parques automóveis. Em nossas casas, em vez de espaço para garagens poderíamos ter mais espaço útil para nós,

O impacto dos automóveis autónomos é demasiado grande para que se consiga antever todas as suas consequências – mas por qualquer perspectiva que se olhe para isso… é impossível não ficar maravilhado com as melhorias que proporcionará.

 

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