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Jul 06

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Impacto dos carros sem condutor vai revolucionar a sociedade – e os fabricantes têm que se adaptar

Mais de um século após ter mudado o mundo, criando a ideia de que todas as pessoas poderiam ter um carro, a Ford olha agora para um futuro onde os carros sem condutor virão novamente revolucionar a sociedade.

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Numa altura em que se vendiam algumas centenas ou milhares de carros por ano, a Ford lançou o seu Modelo T, que viria a vender milhões. Com os carros autónomos a abrirem as portas para serviços de mobilidade “a pedido”, já se prevê uma redução substancial no número de automóveis vendidos, obrigando a repensar o futuro desta indústria que, até agora, tem dependido do volume para sobreviver.

Depois de décadas a vender-se o “american dream” de um carro para cada pessoa, teremos uma mudança radical onde ter um carro próprio se tornará um luxo cada vez menos necessário, substituído pela confiança de que podemos simplesmente pegar no nosso smartphone e pedir transporte para qualquer lugar, com um prazo de poucos minutos. E ao mesmo tempo acabar com as filas de trânsito ou as incertezas sobre a que horas se chegaria ao destino (isto para não falar nos benefícios ambientais de menos algumas centenas de milhões de automóveis a poluir o ambiente, e mentais, ao pouparem-se horas a desesperar nas filas de trânsito).

É uma mudança que não acontecerá da noite para o dia, mas que me parece necessária – e acho que basta olhar para as nossas ruas e cidades, onde os automóveis da maioria das pessoas permanecem parados 90% do seu tempo, para o comprovar.

 

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