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Mar 31

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Os comportamentos de risco dos jovens ao volante dos carros dos pais

Os jovens condutores correm riscos ao volante dos carros dos seus pais – que muitos levam sem pedir –, tais como excesso de velocidade, uso de telemóveis e condução sob efeito do álcool.

Estas são as conclusões de um novo inquérito encomendado pela Ford que destaca a necessidade de formação específica de condutores na Europa (1), onde os acidentes de carro são a principal causa de morte para os jovens condutores e onde as dificuldades financeiras implicam que jovens adultos fiquem a viver em casa dos pais até mais tarde.

Uns expressivos 82% dos inquiridos conduz o carro da família, 39% ultrapassam o limite de velocidade, 35% levam o carro sem perguntar e 27% usam o “smartphone” para fazer chamadas, enviar mensagens ou tirar selfies enquanto conduzem. Existe ainda mais 6% que conduz depois de beber.

Na Europa, cerca de metade dos jovens com idades entre os 18 e os 29 anos, vive com os pais. A elevada percentagem de desemprego entre os jovens, os valores de arrendamento e as dificuldades de entrada e de progressão numa carreira, estão entre os principais factores que contribuem para esta realidade.

Entre os inquiridos, 74% até tem o seu próprio carro, mas continuam a conduzir o carro da família, seja para poupar dinheiro, ou para impressionar os amigos. Para os pais, isto pode ser um desafio financeiro. A pesquisa sugere que manter um jovem adulto em casa pode custar mais de 4.300 euros por ano, com os custos com o carro a incluir prémios de seguro adicionais, combustível e reparações.

 

(1) Inquérito realizado a 5.003 jovens condutores, com idades compreendidas entre os 17 e os 24 anos, na Alemanha, Espanha, França, Itália e Reino Unido.

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