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Mai 02

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Honda revelou a nova Monkey 2018

A Honda Monkey é, talvez, mais conhecida a nível mundial como um ícone simbólico da década de 70 do século passado, mas a sua primeira aparição ao público foi, na realidade, em 1961. Originalmente desenvolvida como um brinquedo para crianças para o parque de diversões Tama Tech em Tóquio, este modelo tornou-se logo tão popular que foi desenvolvida uma versão homologada para a estrada, inicialmente exportada para a América e para a Europa em 1963.

Em 1978 – um ano que assinalou o início do verdadeiro “período de ouro” para a Monkey – a moto foi redesenhada para ficar mais apelativa e popular para as suas legiões de condutores de RVs (Recreational Vehicles – Veículos de lazer) que precisavam de um meio de transporte conveniente que pudessem usar quando estacionassem os seus veículos. E foi assim e por esta altura que a “atrevida” Monkey cimentou o seu lugar dentro de milhares de corações; com a sua caixa de 3 velocidades e embraiagem centrífuga (que não precisava das “tradicionais” capacidades exigidas para conduzir uma moto com embraiagem normal), este modelo permitiu que milhares de condutores pudessem ter a sua primeira experiência a “enrolar punho” num veículo a motor de duas rodas.

Como a condução deste modelo era, de facto, tão divertida e fácil, a sua contribuição para levar este conceito de moto a um público mais vasto foi, talvez, a maior entre todas as motos. Com os seus pneus largos, mini-guiador característico, depósito minúsculo e banco confortável, a Monkey tem um aspecto inconfundível e, tal como a afeição que se tem por ela, também intemporal.

Na senda do sucesso da moderna MSX125, que veio satisfazer o desejo por uma moto versátil e de tamanho reduzido para os centros urbanos, é chegada a altura do renascimento e do regresso da Monkey, um modelo que foi actualizado para a vida nas cidades do século 21.

O depósito reluzente tem capacidade para 5,6 litros de combustível e está pintado na mesma cor do quadro, do braço oscilante e dos amortecedores traseiros e é o ponto forte em termos visuais deste modelo, exibindo com orgulho o logótipo histórico 3D Old Wing da Honda. Os dois guarda-lamas da Monkey em aço cromado e montados em posição alta – juntamente com a protecção de escape característica, os espelhos retrovisores de formato circular e o guiador alto – prestam todos homenagem ao modelo original.

Como seria de esperar, as tecnologias mais modernas também beneficiam esta nova Monkey, apesar do “look” tradicional do modelo: o painel de instrumentos digital LCD de formato circular inclui um velocímetro (que pisca alegremente quando se liga a ignição), um conta-quilómetros totalizador, dois trips parciais para as distâncias percorridas e um indicador de seis segmentos para o nível do combustível; todas as luzes são de LEDs. A chave ondulada (também com o mesmo logótipo Old Wing do depósito) tem um sistema de resposta incluído “Answer Back” que pisca os indicadores de direcção mediante uma pressão num botão e permite localizar facilmente a Monkey no meio de um estacionamento cheio. O sistema ABS de um canal com unidade IMU ajuda a alivar o soltar da traseira em caso de travagem forte.

No que respeita à motorização e mantendo-se fiel às suas origens, a Monkey está equipada com uma unidade monocilíndrica horizontal de 125 cm³ e uma árvore de cames à cabeça (SOHC); a sua construção simples é, no entanto, muito robusta e esta unidade está preparada para oferecer excelentes performances no trânsito das cidades. A refrigeração é feita pela passagem do ar e as medidas do diâmetro e do curso são de, respectivamente, 52,4 x 57,9 mm; a relação de compressão é de 9,3 : 1 e o sistema de alimentação de combustível é o famoso sistema PGM-FI, permitindo ao motor debitar uma potência de 6,9 kW às 7.000 rpm e um binário de 11 N·m às 5.250 rpm. A caixa de velocidades tem 4 mudanças e o motor exibe consumos reduzos, de apenas 1,49 l/100 km (67 km/l).

 

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