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Set 11

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Planos de reactivação da Opportunity são forma dissimulada de terminar a missão – acusa a equipa

Quando se pensava que a NASA iria fazer tudo por tudo para maximizar as hipóteses de recuperar as comunicações com o Opportunity, eis que surgem acusações de que o que se passa é uma manobra que visa por um fim à missão que se prolongou muito para além do tempo de vida previsto.

O rover Opportunity chegou a Marte em 2004, e as expectativas eram a de que funcionasse durante 3 meses. No entanto, 14 anos mais tarde, o rover continuava a rolar e a enviar informações para a Terra, tendo já percorrido cerca de 50km no solo marciano.

A NASA está empenhada em tentar recuperar as comunicações com o rover Opportunity em Marte, que tem estado silencioso desde a tempestade de poeira que englobou todo o planeta e impediu que os seus painéis solares recebessem a luz necessária para manter as baterias carregadas. Mas segundo alguns dos membros da equipa, o plano apresentado é ridículo e pode ser considerado uma autêntica sabotagem que visa terminar a missão e poupar os custos associados.

Os planos apresentados – que não foram dados a conhecer à equipa do Opportunity – indicam que serão tentadas comunicações durante 45 dias após o nível de poeira na atmosfera reduzir para valores considerados aceitáveis; e que se não houver resposta o Opportunity será dado como perdido; mantendo-se apenas uma observação passiva durante mais alguns meses, para ver se ele dá sinal de vida. Isto, com a esperança de que um “remoinho de vento” possa limpar os seus painéis solares, como já aconteceu no passado, tanto com o Opportunity como com o Spirit, que viram o seu nível de carga subir misteriosamente.

 

O problema é que a época destes “remoinhos” começa apenas em Novembro, coincidindo precisamente com o momento em que a NASA planeia terminar as tentativas de comunicação. E se assim for, na eventualidade de um destes fenómenos atmosféricos lhe limpar os painéis e permitir a sua reactivação, o Opportunity poderá entrar num estado em que fica à espera de um comando de activação que não está a ser enviado!

Segundo os membros da missão, o que faria sentido seria tentar as comunicações activas até final de Janeiro de 2019, o fim da estação dos remoinhos de vento, e então aí entrar em modo de escuta passiva até ao final do ano. Sugestão que até ao momento tem sido recusada… dando origem às acusações de que o verdadeiro objectivo desta “tentativa de salvamento” é precisamente garantir que se põe um ponto final na missão.

Publicado originalmente no AadM

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