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Out 17 2018

Carregamento rápido de automóveis eléctricos vai ser pago a partir de 1 de Novembro

A partir do próximo mês os utilizadores de automóveis eléctricos que recorrerem aos Postos de Carregamento Rápido começarão a ver a conta reflectir-se na factura mensal, com preços que irão obrigar a fazer muitas contas e que podem ter diferenças de quase 100% entre postos.

Está a chegar ao fim o período de “cortesia” dos carregadores rápidos para os automóveis eléctricos, e saber quanto se irá pagar irá obrigar a fazer muitas contas de cabeça. Isto porque o preço final depende não só da tarifa eléctrica, como também do posto utilizado e do tempo que lá se estiver. Na verdade, temos sete factores a somar à conta final: tarifa do consumo de energia, taxa de acesso à rede, taxa de activação do posto, tarifa de utilização do posto, Imposto Especial de Consumo (IEC) de €0.001/kWh, taxa da rede Mobi.e (ainda não cobrada nesta fase), a que se soma o IVA.

Neste momento teremos quatro operadores CEME (Comercializadores de Electricidade para a Mobilidade Eléctrica): EDP Comercial; GALP Power; PRIO.E e GRCAPP. Sendo que o cartão de acesso de qualquer um deles garantirá o acesso a todos os postos rápidos da Mobi.e, mesmo dos outros operadores (mau seria se assim não fosse).

Nota: a utilização dos Postos de Carregamento Normal (PCN) continuará a ser gratuita, não havendo, ainda, data prevista para o início da cobrança.

A título de exemplo, o valor fixo inicial para utilização de um PCR pode variar entre os 15 e os 66 cêntimos, sendo que a taxa por minuto vai dos 0 aos 15 cêntimos por minuto (com os valores mais caros a serem praticados – sem surpresa – nas áreas de serviço), e o valor por kWh vai dos 3 aos 16 cêntimos. Como se isto não bastasse para complicar as contas, há postos onde o carregamento será cobrado por tempo, outros por potência, e outros onde serão contabilizados ambos – algo que irá influenciar a escolha do carregador em função da capacidade de carga do automóvel: um automóvel que permita um carregamento mais lento terá mais vantagens em optar por um posto que cobre pela energia; um que permita um carregamento à capacidade máxima (actualmente 50kW nestes PCR) poderá ter vantagem em optar pelo carregamento por tempo.

Tudo isto faz com que a opção pelos PCR tenha custos que podem ser imensamente variáveis que podem fazer com que nalguns postos se pague praticamente o dobro do que se pagaria noutros – se bem que, em muitos casos, poderá não haver alternativas. Se possível, o ideal será continuar a optar pelos PCN, que se mantêm gratuitos (situação que também não irá durar para sempre).

Publicado originalmente no AadM

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