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Out 27 2018

NASA quer explorar Vénus com balões dirigíveis

Se de momento é o planeta vermelho que atraí todas as atenções, não se pense que não há planos para enviar astronautas para outros planetas, sendo que outro dos candidatos mais prováveis é Vénus.

Se em vez de nos afastarmos do Sol optarmos por seguir na outra direcção, Vénus é o planeta mais próximo do nosso planeta e que se torna interessante por potencialmente nos mostrar aquilo que acontecerá à Terra se não tivermos cuidado com as emissões poluentes. Actualmente, pousar no planeta Vénus não será muito aconselhado para os humanos, uma vez que tem uma pressão atmosférica elevada, atmosfera corrosiva, e temperaturas de quase 500ºC capazes de derreter vários metais. A maioria das (poucas) sondas que lá pousaram conseguiram resistir apenas algumas dezenas de minutos antes de serem destruídas, com a recordista a resistir apenas umas dezenas de minutos (o recorde é da sonda soviética Venera 13, que resistiu 127 minutos).

Embora se esteja a trabalhar no sentido de criar componentes mais resistentes, a ideia da NASA é bem diferente, optando por escapar a este cenário infernal no solo, mantendo-se nas nuvens – ou, melhor dizendo, acima delas, já que as nuvens são de ácido sulfúrico.

A uma altitude entre os 50 e 60 kms em Vénus, encontramos aquelas que poderão ser as melhores condições para humanos fora do planeta Terra. Temos uma pressão atmosférica que será equivalente a estar no topo do Kilimanjaro, e com temperaturas de 20 a 30ºC. Um astronauta poderia lá permanecer apenas com uma máscara de oxigénio e um fato contra elementos químicos. Temos ainda a vantagem adicional que mesmo a esta altitude estariam protegidos das radiações, e que teriam exposição solar 40% superior à que temos na Terra, ideal para gerar energia.

E não se pense que a ideia de levar balões para Vénus é “louca”, pois as sondas soviéticas Vega 1 e Vega 2, para além dos módulos terrestres, contavam também com um módulo flutuante com um balão de hélio, que registaram leituras durante 46 e 60 horas, respectivamente.

 

Publicado originalmente no AadM

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